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Aluguel de serra circular de bancada: preços e segurança

30/08/2026 · 7 min de leitura

Aluguel de serra circular de bancada: faixas de diária e semanal, proteções obrigatórias e o que conferir na saída e na devolução.

O aluguel de serra circular de bancada é um dos itens de giro mais rápido em locadora de construção: sai para obra pequena, corte de fôrma e marcenaria de canteiro, e volta em poucos dias. Também é o equipamento que mais gera dor de cabeça quando a locadora não trata segurança e conferência com o mesmo rigor que aplica em betoneira e andaime. Este guia traz as faixas de preço praticadas no Brasil, o que deve estar no checklist de saída e como reduzir o risco de acidente e de prejuízo com disco e motor.

Quanto cobrar no aluguel de serra circular de bancada

O preço varia pelo diâmetro do disco, pela potência do motor e por a bancada ser de estrutura simples ou reforçada. As faixas abaixo refletem o que locadoras de porte pequeno e médio praticam em capitais e no interior:

Tipo de serra Motor Diária Semanal Mensal
Bancada leve, disco 10 pol 1,5 a 2 CV R$ 45 a R$ 70 R$ 190 a R$ 280 R$ 480 a R$ 700
Bancada padrão obra, disco 12 pol 2 a 3 CV R$ 60 a R$ 95 R$ 250 a R$ 380 R$ 650 a R$ 950
Bancada reforçada, disco 14 pol 3 a 5 CV R$ 90 a R$ 150 R$ 380 a R$ 560 R$ 950 a R$ 1.500
Serra policorte, corte de metal 2 a 3 CV R$ 70 a R$ 120 R$ 300 a R$ 450 R$ 780 a R$ 1.200

Regra prática do setor: diária cheia até 3 dias e, a partir do quarto dia, aplique o proporcional semanal. Senão o cliente aluga por semana em outro lugar. Se você ainda não fechou sua política de preço, vale ler como calcular o preço de locação de qualquer equipamento e ajustar pelo custo real de aquisição e pela vida útil do seu pátio.

O disco entra ou não no aluguel

Esse é o ponto que mais gera discussão no balcão. O disco é consumível: em corte de madeira com prego escondido ou fôrma suja de concreto, um disco se perde em um único dia de obra. Três modelos funcionam:

Qualquer que seja o modelo, ele precisa estar escrito. Contrato que não define consumível vira negociação a cada devolução.

Segurança na serra circular: o que a locadora precisa entregar

Serra circular de bancada é a máquina de canteiro com maior histórico de acidente de mão no Brasil. As normas NR-12 e NR-18 tratam de proteção de partes móveis e de dispositivos de segurança nesse equipamento, e o que sai do seu pátio precisa chegar completo à obra. Itens inegociáveis na saída:

  1. Coifa protetora do disco, íntegra e móvel, cobrindo a parte superior.
  2. Cutelo divisor alinhado ao disco, evitando o fechamento do corte e o coice da peça.
  3. Saída de serragem desobstruída.
  4. Chave liga e desliga protegida contra acionamento acidental.
  5. Aterramento e cabo sem emenda com fita, plugue original, extensão compatível com a potência.
  6. Mesa nivelada, sem folga na guia de corte.

Entregue também um empurrador de madeira junto com a máquina. Custa quase nada e reduz muito a chance de o operador aproximar a mão do disco. Registre tudo por foto na retirada: no SIGLE, a vistoria com foto pelo celular anexa as imagens ao contrato e resolve a discussão de "saiu sem a coifa" antes de ela existir.

Termo de responsabilidade assinado na retirada

A locadora não responde pela operação, mas responde por entregar o equipamento em condições seguras e por documentar isso. O caminho é o mesmo já usado em martelete e policorte: um termo de responsabilidade na locação de equipamentos assinado na retirada, deixando claro que o cliente tem operador habilitado, recebeu o equipamento com todas as proteções e se compromete a não removê-las.

Checklist de devolução

Na volta, a conferência precisa ser mais fina que a de um andaime. Cinco minutos evitam prejuízo de mês:

Item O que verificar Sinal de problema
Disco Dentes, empenamento, superaquecimento Dente faltando, disco azulado
Motor Ruído, cheiro, tempo até atingir rotação Cheiro de queimado, partida lenta
Coifa e cutelo Presença e fixação Removidos ou improvisados
Cabo e plugue Emendas e capa cortada Fita isolante, plugue trocado
Mesa e guia Empeno, folga, parafusos Guia solta, mesa amassada
Limpeza Serragem e resíduo de concreto Máquina travada de pó

Equipamento que volta com proteção removida deve gerar registro no contrato, mesmo sem cobrança. É esse histórico que sustenta uma recusa de locação futura para o cliente reincidente. Se o dano for real, o critério de quanto cobrar está detalhado em equipamento devolvido quebrado: o que a locadora pode cobrar.

Vida útil e ponto de troca

Uma bancada padrão de obra bem mantida entrega de 4 a 6 anos de locação antes de virar sucata operacional. O motor costuma ser o limitador: rebobinar sai por R$ 350 a R$ 700 conforme a potência, e a segunda rebobinagem raramente compensa. Troque quando a manutenção dos últimos 12 meses passar de 30% do valor de um equipamento novo. Nesse controle, a numeração de patrimônio pesa mais que a memória do balconista, como mostra o guia de controle de patrimônio na locadora.

Serra parada com disco cego também é prejuízo silencioso: ocupa espaço, aparece como disponível e volta do cliente em forma de reclamação. Manter o status real de cada máquina é o mesmo problema resolvido pelo controle de pátio, sem depender de caderno.

No SIGLE você cadastra cada serra com número de patrimônio, registra a vistoria com foto na saída e na devolução, gera o termo de entrega em PDF com a lista de proteções entregues e acompanha o pátio em tempo real. Dá para testar de graça em sigle.app.br.

Perguntas frequentes

Quanto custa alugar uma serra circular de bancada por dia? A diária fica entre R$ 45 e R$ 150, conforme o disco (10 a 14 polegadas) e a potência. Bancada padrão de obra com disco de 12 polegadas costuma sair entre R$ 60 e R$ 95 por dia.

O disco está incluso no aluguel da serra circular? Depende da política da locadora. O mais comum é entregar com disco em condição de uso e cobrar reposição se ele voltar quebrado ou com dentes arrancados. Isso precisa estar escrito no contrato.

A locadora responde se o cliente se acidentar com a serra? A operação é do cliente, mas a locadora responde por entregar o equipamento com todas as proteções exigidas (coifa, cutelo divisor, chave protegida) e por registrar essa condição na retirada, com foto e termo assinado.

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