Veja quanto cobrar pela diária de andaime com uma fórmula prática, faixas de preço por tipo e os erros que corroem a margem.
Saber quanto cobrar pela diária de andaime é o tipo de conta que muita locadora ainda faz "no olho", copiando o preço do concorrente sem saber se aquele valor cobre o próprio custo. O resultado é margem apertada em época de manutenção e prejuízo disfarçado de faturamento.
Faixas de preço praticadas no mercado
Os valores variam por região, mas servem como ponto de partida para calibrar sua tabela:
| Tipo de andaime | Diária (por módulo/torre) | Semana | Mês |
|---|---|---|---|
| Fachadeiro simples | R$ 12 a R$ 20 | R$ 70 a R$ 110 | R$ 220 a R$ 350 |
| Tubular (multidirecional) | R$ 18 a R$ 30 | R$ 100 a R$ 160 | R$ 320 a R$ 500 |
| Torre com rodízio | R$ 25 a R$ 40 | R$ 140 a R$ 220 | R$ 450 a R$ 700 |
Esses valores costumam ser por módulo ou por torre completa (montante + travessa + prancha + sapata), não por peça avulsa.
A fórmula para calcular sua diária
O mesmo raciocínio usado para calcular o preço da diária de locação vale para andaime, com um ajuste: peça de andaime se perde muito mais do que peça de betoneira, então o fator de reposição pesa mais.
Diária = (custo de aquisição ÷ vida útil em dias úteis) + manutenção + taxa de perda/reposição + margem
- Custo de aquisição: valor pago pelo conjunto (módulos, sapatas, pranchas, contraventamentos).
- Vida útil: um andaime tubular bem cuidado dura de 6 a 10 anos em uso comercial intenso, cerca de 1.800 a 2.500 dias úteis de locação.
- Manutenção: pintura anti-ferrugem, troca de sapata amassada, solda de trinca. Costuma girar em 8% a 12% do custo de aquisição por ano.
- Taxa de perda: reserve de 5% a 8% do valor do conjunto por ano só para repor peça que não volta. É a diferença entre locadora de andaime e locadora de outros equipamentos.
- Margem: aplique de 30% a 50% sobre o custo total para chegar no preço final.
Por que andaime pede tabela de peças na cotação
Diferente de uma betoneira (item único), o andaime é vendido em conjunto de dezenas de peças soltas. Se a diária for cobrada "por torre" sem discriminar quantidade de módulos, sapatas e pranchas, fica impossível conferir na devolução o que voltou e o que sumiu, e sem essa conferência a taxa de perda vira prejuízo real em vez de custo planejado. O checklist de saída e devolução de equipamentos resolve exatamente esse ponto.
Erros comuns na precificação de andaime
- Cobrar o mesmo valor de diária independente da altura da montagem, ignorando o risco e o tempo extra de montagem/desmontagem
- Não embutir o custo do transporte na diária, jogando isso "por fora" e perdendo negociação
- Esquecer de reajustar o preço quando o custo de aço sobe (o material do andaime acompanha a variação do aço)
- Não ter cláusula de multa por atraso, deixando o andaime parado na obra sem gerar receita, como já detalhamos em multa por atraso na devolução: como cobrar
Perguntas frequentes
Devo cobrar diária por módulo ou por torre montada? Por módulo é mais transparente para conferência de devolução. Por torre é mais simples de vender, mas exige anexo com a composição da torre no contrato.
Vale dar desconto progressivo para semana e mês? Sim, é prática comum no setor: desconto de 15% a 25% na semana e de 35% a 45% no mês em relação à diária cheia, porque reduz o custo de logística por dia locado.
Como reajustar o preço sem perder cliente recorrente? Avise com antecedência e vincule o reajuste a um índice claro (variação do aço ou IPCA), documentado no contrato de locação.
O SIGLE guarda o histórico de diária por equipamento e por cliente, então cada reajuste fica registrado e fácil de justificar na próxima negociação.
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