Checklist de devolução de compactador sapo com 10 itens: fole, sapata, óleo de percussão e mola. Saiba o que conferir e o que cobrar na volta da vala.
O checklist de devolução de compactador sapo é o que separa uma locação lucrativa de um conserto de R$ 1.500 que ninguém assume. O sapo volta da obra quase sempre coberto de barro, depois de dias batendo em fundo de vala, e a pressa do balcão faz o funcionário dar uma partida, ouvir o motor pegar e liberar o cliente. O fole rasgado, a sapata trincada e o óleo de percussão no fim só aparecem na próxima locação.
Este guia lista os 10 pontos que a locadora deve conferir quando o sapo volta, quanto tempo isso leva e como separar o desgaste que já está pago na diária do dano que pode ser cobrado.
Por que o sapo pede um checklist diferente da placa
A placa vibratória vibra; o sapo bate. Cada golpe da sapata passa pela mola, pelo pistão e pelo fole de borracha, e o equipamento trabalha em espaço apertado, encostado em parede de vala, tubo e escoramento. Por isso as avarias típicas são outras, e o checklist geral não pega tudo.
| Item | Custo médio de reparo ou reposição | Frequência na devolução |
|---|---|---|
| Filtro de ar (elemento ou banho de óleo) | R$ 40 a R$ 150 | alta |
| Fole de borracha | R$ 180 a R$ 450 | média |
| Sapata (placa de madeira ou base) | R$ 250 a R$ 700 | média |
| Manete e cabo do acelerador | R$ 45 a R$ 130 | média |
| Jogo de molas do sistema de percussão | R$ 300 a R$ 800 com mão de obra | baixa |
| Sistema de percussão contaminado por terra | R$ 1.500 a R$ 3.000 | rara, mas cara |
| Motor fundido por falta de óleo | R$ 1.500 a R$ 3.500 | rara, mas cara |
Com diária entre R$ 120 e R$ 190 (as faixas por período estão em compactador de solo tipo sapo), um fole rasgado consome de 1 a 4 diárias. Terra dentro do sistema de percussão pode apagar o faturamento de dois meses daquela unidade.
Checklist de devolução de compactador sapo: os 10 itens
A conferência leva de 15 a 20 minutos. Antes de tudo, lave ou raspe o barro da sapata e do fole: com lama seca por cima, trinca e rasgo não aparecem. Faça a primeira parte com o motor frio e desligado, com o sapo deitado na posição de transporte recomendada pelo fabricante.
Com o motor desligado
- Número de patrimônio. Confirme que a unidade devolvida é a mesma que saiu. Em obra de rede, é comum a construtora alugar dois ou três sapos iguais de locadoras diferentes.
- Fole de borracha. Procure rasgo, furo, ressecamento e abraçadeira solta. É o item mais importante do sapo: fole aberto deixa entrar terra no sistema de percussão, e aí o conserto muda de escala.
- Sapata. Verifique trincas, parafusos soltos ou faltando e desgaste irregular. Sapata gasta só de um lado indica que o sapo trabalhou inclinado contra a parede da vala.
- Óleo do motor. Nível, cor e aspecto. Óleo leitoso é sinal de água, comum quando o sapo trabalhou em vala alagada.
- Óleo do sistema de percussão. Confira pelo visor ou bujão de nível. Óleo abaixo do mínimo ou com areia fina no fundo é o primeiro aviso de fole com problema.
- Filtro de ar. No sapo, a poeira é pesada. Filtro encharcado de óleo ou com barro dentro da carcaça explica perda de força na batida.
- Guidão, protetor e alça de içamento. Guidão torto e alça amassada aparecem quando o sapo é jogado dentro da vala ou puxado pelo guidão para subir na caçamba.
Com o motor ligado
- Partida. Motor deve pegar em até três puxadas, com o cabo de partida recolhendo inteiro. Cabo desfiado é troca barata, mas deixa o próximo cliente na mão.
- Batida e avanço. Em solo firme, o sapo deve bater com ritmo constante e avançar sozinho, sem pular para os lados. Batida falhando, ruído metálico ou avanço torto indicam mola, pistão ou regulagem, e a unidade vai para a oficina.
- Vazamentos depois do teste. Desligue, espere um minuto e olhe o chão embaixo do sapo. Gotejamento de óleo no fole ou no motor precisa ser anotado antes de o cliente ir embora.
Aproveite para medir o combustível. Se a regra da casa é devolver com tanque cheio, a diferença entra na conta na hora, com o cliente presente.
Desgaste normal ou dano cobrável
- Desgaste normal, já embutido na diária: pintura raspada, sapata com desgaste uniforme, filtro sujo dentro do esperado para os dias de uso, óleo escurecido sem perda de nível.
- Dano cobrável: fole rasgado por corte ou objeto pontiagudo, sapata trincada, guidão entortado, alça de içamento amassada, combustível com água, peça faltando.
- Caso de discussão: sistema de percussão contaminado ou motor fundido. Se o nível dos dois óleos e o estado do fole foram fotografados na saída e voltaram diferentes, a responsabilidade pesa para o cliente. Sem esse registro, a cobrança fica frágil.
Essas regras só valem se estiverem escritas antes da locação: verificação diária do óleo, proibição de trabalhar com o sapo submerso e valor de reposição do fole. Para a conversa na hora de cobrar sem perder o cliente, use o roteiro de equipamento devolvido quebrado. E se o dano for grande, a caução na locação de equipamentos é o que evita virar dívida.
A devolução só funciona com o registro da saída
O checklist de volta compara o estado de agora com o da entrega. Se ninguém fotografou o fole, a sapata e os dois visores de óleo antes de o sapo sair, o cliente sempre pode dizer que já estava assim. O modelo geral para qualquer equipamento está no checklist de saída e devolução de equipamentos.
Se o seu pátio tem sapo e placa, a conferência das duas máquinas tem pontos em comum (óleo, filtro, partida) e pontos próprios. Compare com o checklist de devolução de placa vibratória e com o guia de locação de compactadores e vibradores para montar uma rotina única para a linha de compactação.
Quem registra essas fotos pelo celular, ligadas ao contrato, resolve a discussão em minutos. No SIGLE, a vistoria de saída e a de retorno ficam no mesmo contrato, lado a lado, e cada unidade devolvida é marcada como boa, avariada ou perdida.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva o checklist de devolução do compactador sapo? De 15 a 20 minutos, contando a limpeza da sapata e do fole. Sem limpar o barro, trincas e rasgos passam despercebidos.
Fole rasgado é sempre culpa do cliente? Não. Fole ressecado que rachou com o uso é desgaste. Corte reto, furo ou rasgo com sinal de impacto indicam mau uso e podem ser cobrados se o contrato prevê.
Posso cobrar a troca do óleo de percussão na devolução? A troca periódica é custo da locadora. Só cabe cobrança quando o óleo volta contaminado por terra ou água por mau uso registrado, como trabalho com o sapo dentro da água.
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