SIGLE

Equipamento em manutenção: tire do estoque no sistema

05/10/2026 · 6 min de leitura

Equipamento em manutenção não pode ser prometido a cliente. Veja como bloquear a unidade no sistema, o que acontece na devolução com avaria e como liberar.

Equipamento em manutenção é o motivo de uma das situações mais constrangedoras da locadora: o atendente confirma a betoneira pelo WhatsApp, o cliente manda o caminhão e, no pátio, a única unidade livre está desmontada esperando uma correia. O estoque dizia que havia uma disponível. A oficina sabia que não. Ninguém cruzou as duas informações.

Este artigo mostra por que isso acontece, como deveria funcionar o bloqueio de uma máquina parada e como o SIGLE trata a unidade em manutenção do retorno até a liberação.

Por que o equipamento em manutenção some do controle

No caderno e na planilha, o estoque costuma ser um número: "betoneiras: 6". Quando uma quebra, alguém precisa lembrar de mudar para 5 e, depois do conserto, voltar para 6. Na correria, isso falha de três jeitos:

O resultado é prometer o que não existe ou deixar de alugar o que já está pronto. Os dois custam dinheiro. O artigo sobre controle de patrimônio na locadora explica por que numerar cada unidade é o primeiro passo.

O que um bom controle de manutenção no estoque precisa fazer

Necessidade Por que importa
Situação por unidade, não só por quantidade Saber exatamente qual BET-004 está parada
Bloqueio automático para novos contratos Atendente não consegue prometer máquina quebrada
Entrada em manutenção já na devolução Avaria registrada no retorno não depende de memória
Liberação com um clique Máquina consertada volta para a fila no mesmo dia
Diferença entre parada e perdida Máquina perdida sai do estoque total, não só do disponível

Como o SIGLE controla o equipamento em manutenção

No SIGLE, cada equipamento pode ser controlado por unidade numerada (BET-001, BET-002 e assim por diante, com patrimônio e número de série). Cada unidade tem uma situação, sempre visível na tela do produto:

Entrada pela devolução

Quando o cliente devolve, você escolhe as unidades que voltaram e marca o estado de cada uma: bom, avariado ou perdido. O sistema já decide o destino:

Na mesma tela você lança o valor da avaria de cada item, que entra no saldo do contrato, e as fotos do retorno ficam ao lado das fotos da saída no termo de devolução. Ou seja: a máquina que voltou quebrada já está bloqueada e a cobrança já está no contrato antes de chegar na oficina.

Entrada manual

Às vezes a máquina não quebrou na mão do cliente: é a revisão programada, a troca de óleo ou um defeito achado no teste do pátio. Nesses casos, na tela do produto, um botão "Manutenção" ao lado da unidade tira ela da fila. O sistema não deixa mudar a situação de uma unidade que está locada: primeiro registra a devolução, depois a manutenção.

Bloqueio na hora de alugar

Unidade em manutenção não entra na consulta de disponibilidade. Quando o atendente monta um contrato, o sistema mostra quantas unidades estão livres no período, e a que está na oficina não aparece. Na ativação do contrato, o estoque é conferido de novo. É a mesma lógica explicada no artigo sobre reserva de equipamentos.

Liberação

Consertou? Na tela do produto, o botão "Disponibilizar" devolve a unidade para a fila. A partir daí ela aparece nas consultas de disponibilidade e pode sair no próximo contrato. O painel inicial também mostra, por equipamento, quantas unidades estão disponíveis, locadas e em manutenção.

O que o sistema não faz

Para ser claro: o SIGLE não tem ordem de serviço de oficina, agenda de revisão por horímetro nem controle de custo de peças. Ele cuida da parte que mais dá prejuízo, que é saber qual unidade está parada e impedir que ela seja prometida. A rotina da oficina continua no seu processo, como o do guia de manutenção preventiva de betoneira. E o controle por situação vale para equipamentos numerados; itens controlados só por quantidade, como peças de andaime, não passam por esse fluxo.

Rotina simples para não perder máquina parada

  1. Todo retorno com avaria é registrado na hora, com foto, marcando o item como avariado.
  2. Toda segunda-feira, abra o painel e veja quantas unidades estão em manutenção por equipamento.
  3. Para cada uma, confirme com a oficina a previsão de volta.
  4. Consertou, liberou no sistema no mesmo dia.
  5. Se uma unidade fica mais de 30 dias parada, discuta se vale consertar ou vender.

Essa rotina, junto com o controle de pátio, acaba com a promessa de máquina que não existe.

Pare de prometer equipamento que está na oficina

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Perguntas frequentes

Equipamento em manutenção aparece como disponível para alugar? Não. No SIGLE, a unidade em manutenção sai da conta de disponibilidade e não pode ser alocada em contrato novo até alguém clicar em "Disponibilizar".

Preciso marcar a manutenção manualmente depois de uma devolução com avaria? Não. Ao registrar a devolução com o item marcado como avariado, a unidade vai direto para manutenção. A marcação manual serve para revisões e defeitos achados no pátio.

O SIGLE controla o custo e a agenda da manutenção? Não. O sistema controla a situação de cada unidade (disponível, locada, manutenção ou baixada) e a cobrança de avaria no contrato. Ordem de serviço, peças e agenda de revisão ficam fora dele.

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